quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Uma Breve história da comunidade São Gonçalo Beira Rio


A comunidade São Gonçalo Beira Rio, fundada no século XVIII, localizada à margem esquerda do rio Cuiabá, a 11 quilômetros do centro principal da cidade, próxima à barra do rio Coxipó, no Distrito de Coxipó da Ponte. Sua população é de aproximadamente trezentos moradores, distribuídos em setenta famílias com algum grau de parentesco.



A história urbana de Mato Grosso tem seu início em 1719, com a bandeira de Pascoal Moreira Cabral que, à procura de índios destinados ao cativeiro, acabou encontrando ouro no rio Coxipó, onde fundou o Arraial da Forquilha, no atual distrito de Coxipó do Ouro. Para assegurar o direito de posse da área, foi lavrada uma ata de fundação, no dia oito de abril do mesmo ano, na localidade denominada São Gonçalo Velho, atualmente São Gonçalo Beira Rio.

Dona Domingas cururueira tradicional de Mato Grosso
 Neste período, São Gonçalo detinha o porto que permitia a comunicação entre as minas e a Capitania. Nesta comunidade, próxima à barra do rio Coxipó, foi erigida uma capela dedicada a São Gonçalo. Em 1722, a descoberta das lavras do Sutil, no córrego da Prainha, abaixo do outeiro onde se situa a igreja do Rosário, atraiu a população de Forquilha. Com a mudança dos rumos da cidade em direção à Prainha, mudou também o local do porto, que foi transferido para o atual bairro do Porto, onde ergueram
uma nova capela de São Gonçalo em 1781.

Pacu assado
A presença dos índios Coxiponé fi cou refl etida nos traços dos moradores de São Gonçalo, nas rimas e músicas, na cerâmica, na pesca, no uso de plantas medicinais, na canoa feita de um tronco de árvore, na benzedeira, nas danças, dentre outros aspectos culturais que são mantidos até os dias atuais.
Em 1914, foi montada nas proximidades do povoado, na margem direita do rio Cuiabá, a Usina de São Gonçalo, com produção de açúcar e álcool, que foi responsável pelo crescimento do pequeno núcleo onde os lavradores plantavam canaviais, cujo produto vendiam aos usineiros para o consumo nos engenhos.

A decadência da produção açucareira de Mato Grosso na década de 1930, aliada à argila abundante acumulada nas margens do rio Cuiabá e nas várzeas,
propiciou ao artesanato de cerâmica tornar-se o meio de vida de grande parte da comunidade. A cerâmica
é feita principalmente pelas mulheres. Os homens preparam o barro, ajudam a dar o acabamento, enfornam
e queimam as peças. As crianças fazem peças pequenas, que aprendem no convívio familiar.


Artesanatos
As principais peças produzidas eram as moringas, potes, talhas, vasos e panelas. A partir da década de 1960, além da cerâmica utilitária, os artesãos passam a produzir peças ornamentais como fi guras de aves e
animais, damas, santos, presépios, banda de músicos, moringas-bonecas, talhas e vasos ornamentados.

Segundo a historiadora Therezinha Arruda, que realizou estudos na comunidade na década de 1970, “se as formas se modificam ou surgem outras em função de novos hábitos do consumidor, a tradição artesanal permanece intacta” (Arruda e Romancini, 1994:30).
Essas mudanças ocorreram face ao avanço da sociedade de consumo que infl uenciou os hábitos da população cuiabana. No fi nal da década de 1960, a comunidade foi incorporada à área urbana de Cuiabá, quando os técnicos da prefeitura promoveram a alteração de sua denominação de São Gonçalo Velho para bairro São Gonçalo Beira Rio. Neste período, diversas chácaras em torno de São Gonçalo foram loteadas, dando origem a novos bairros. Ressalta-se que a cidade de Cuiabá, no início da década de 1970, apresentava cerca de noventa mil habitantes. Em conseqüência da política de integração da Amazônia à economia nacional, empreendida pelos governos militares, Cuiabá recebeu intenso fl uxo migratório, que promoveu intensas mudanças sócio-espaciais, elevando sua população a aproximadamente quinhentos mil habitantes nos dias atuais.


Viola de Cocho
Segundo Romancini (1994), no contexto dessas influências, a comunidade São Gonçalo Beira Rio destacou-se pela manutenção de suas atividades culturais como, por exemplo, a cerâmica artesanal e os instrumentos musicais: viola de cocho, tamborim ou mocho e o ganzá, que acompanham as danças do siriri, caracteriza o período da mineração em Mato Grosso e da infl uência paraguaia e boliviana nesta região (Diegues Júnior, Rosendahl e Corrêa, 2000).



Ao final da década de 1990, verifi ca-se uma preocupação, por parte do poder público e da sociedade civil, de revalorizar o patrimônio cultural construído em tempos passados, conforme análise realizada por Abreu (1998:7), “o passado é uma das dimensões mais importantes da singularidade. Materializado na paisagem, preservado em ‘instituições de memória’, ou ainda vivo na cultura e no cotidiano dos lugares(...)”.

O autor afirma que, na busca da “memória urbana” no Brasil, o passado está sendo revalorizado.

Ventrechas de Pacú
Como exemplo dessa preocupação, pode-se citar o tombamento municipal, em dezembro de 1992, que declarou o bairro de São Gonçalo área prioritária para o estímulo à produção e à comercialização da cerâmica artesanal, como uma das mais antigas e tradicionais manifestações culturais do município de Cuiabá, e a festa de São Gonçalo como manifestação popular de interesse para o patrimônio cultural do município de Cuiabá.

VÍDEO  -  Conheça a historia da comunidade São Gonçalo Beira Rio


Fonte: http://www.cuiaba.mt.gov.br/noticias?id=4210 
http://globotv.globo.com/tv-centro-america/e-bem-mato-grosso/v/conheca-a-historia-da-comunidade-sao-goncalo-beira-rio/2048778/


terça-feira, 15 de maio de 2012

Tomar um café da manhã ao ar livre é muito gostoso.


Café da manhã ao ar livre, num lugar bem bonito. Momento prazeroso ideal para juntar a família e um pretexto para começar bem o dia.

Fazer com que cada integrante da família sinta-se único, dá um gostinho ainda mais especial à primeira refeição do dia. 


Desfrutar com calma o cheiro do café fresco e saborear delícias expostas com capricho. 



Integrar seu lar a natureza, utilizando princípios ecológicos... Humm!! É tudo de bom...

Ambientes inspiradores parecem tornar as comidinhas do café da manhã, do almoço ou do jantar ainda mais gostosas...



 Receber os amigos ou a família para uma refeição ao ar livre é um programa refrescante e saudável...



Gostoso é acordar, abrir a janela, entrar ar fresco e ter um delicioso café da manhã no quintal...



Ambiente ao ar livre é realmente mais que uma sala de estar ou jantar... É receber ar puro e desfrutar da natureza.



Curtir o fim de semana entre amigos ou com a família, logo de manhã. Um jardim, árvores, arbustos e pássaros a cantar...



Contato direto com a natureza, tomar o café da manhã ao ar livre, vivenciar o dia a dia da vida num ambiente charmoso e gostoso...



Curtir o fim de semana entre amigos ou com a família, logo de manhã. Um jardim, árvores, arbustos e pássaros a cantar...


Que tal buscar viver mais... 
Buscar o equilíbrio é conviver harmoniosamente com o meio ambiente e ainda melhorar a qualidade de vida!!!

São poucos os que conseguem conviver harmoniosamente com a diversidade e buscar o equilíbrio através do rico contato com o meio ambiente: alimentar-se de produtos puros e saudáveis, conviver com animais, experimentar uma vida mais prazerosa e equilibrada emocionalmente.

Aproveitem...



domingo, 1 de abril de 2012

Transforme sua parede em um belo jardim


Foto: Paula Magaldi
 Jardim vertical em casa
O jardim vertical consiste em plantas dispostas em paredes em forma de painéis e são a solução para quem não dispõe de muito espaço, mas sonha ter um jardim em casa. 
 

Os jardins verticais que revestem muros e até fachadas economizam espaço, trazem amplitude ao ambiente, reduzem a poluição sonora, visual, do ar, e proporcionam a maravilhosa sensação que a natureza e o verde trazem para dentro de casa.
estrutura do jardim vertical
As estruturas para montar um jardim vertical são diversas. Entre elas estão a de fibra de coco, a de ferro, alvenaria e barras de aço com pintura eletrostática. A variedade de plantas que se pode utilizar na construção de um jardim vertical é grande. 


  
É possível ter apenas uma espécie ou fazer diferentes composições com maciços de Alpínia, ripsális, orquídeas, chifre-de-veado, peixinho, madressilvas, falenópsis, a tradicional samambaia, etc. Em espaços externos, você deve preferir plantas resistentes ao tempo e à luminosidade.
Como regar as plantas do jardim vertical?
 área externa com jardim vertical
O sistema de irrigação do jardim vertical é todo automatizado, embutido na própria estrutura, composto por um reservatório próprio, no qual o gotejamento é autocompensado e não drenante. Isso permite a distribuição da mesma quantidade de água entre as plantas ou em cada vaso, recolhendo o excesso para ser usada novamente, sem ocasionar vazamentos nem umidade, evitando desperdício e doenças como a dengue.

Fonte: BBEL