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segunda-feira, 16 de junho de 2014

A Copa em Cuiabá foi uma estratégia do Bom Jesus para sacudir seu povo visando preparar sua cidade para o Tricentenário.


Replico aqui, uma mensagem muito linda publicada pelo professor José Lemos, falando do sentimento de alegria e satisfação com o resultado dos jogos em nossa Capital matogrossense, uma das sedes dos jogos da copa 2014.
Imagem Monica Afonso -
 Pâmella e Renan pousando para fotos e os turistas se aproximando
e participando juntos, onde o grupo só ia aumentando...

Imagem: José Antonio Lemos
"Enfim a bola está rolando na Copa 2014 e a Copa do Pantanal começou muito bem para tristeza daqueles que ainda não aceitam Cuiabá como uma das sedes do grandioso evento mundial. O primeiro jogo transformou a capital mato-grossense em uma grande festa que se estendeu desde uns três dias antes do jogo até dois ou três dias depois. Ontem estive no aeroporto ampliado (sem lonas) e ainda pude ver australianos e chilenos embarcando, estes com seus eletrizantes gritos de “chi-chi-lê-lê”, naquela simpática coreografia das mãos levantadas que marcará para sempre a memória do povo cuiabano.
Imagem: José Antonio Lemos
 A festa do primeiro jogo me reforçou a impressão que tenho desde 2009 de que a Copa em Cuiabá foi uma estratégia do Bom Jesus para sacudir seu povo visando preparar sua cidade para o Tricentenário. Não podia ter sido escolhida gente melhor para vir a Cuiabá torcer por suas seleções na abertura da Copa do Pantanal. Chilenos e australianos deram um show de simpatia e se entrosaram com os cuiabanos de maneira perfeita, numa relação de constante alegria, civilidade e, mais importante, sempre em paz. Cuiabanos, australianos e chilenos juntos quem poderia imaginar que uma mistura como essa pudesse dar tão certa? 
Imagem Monica Afonso
Família toda em momento Flash... Momento lindo de folia, alegria, respeito e interatividade!! Onde todos se harmonizavam sem se entender...
Os australianos mais comedidos em gestos e expressões, mas muito expressivos com seus grandes e vistosos cangurus infláveis e suas vestimentas quase carnavalescas. Já os chilenos com uma alegria e contagiante, de caráter mais patriótico, com rostos pintados nas cores nacionais, vestidos com a camisa da seleção e enrolados na bandeira de seu país. De vez em quando nas ruas, praças, shoppings ouvia-se um grito forte e solitário “chi-chi” que imediatamente era seguido por dezenas ou centenas de outras vozes “lê-lê, chi-chi, lê-lê”. Impressionante. Para mim, a mais genuinamente alegre festa de massa que já presenciei em meus mais de sessenta anos.
Imagem de Pâmella Afonso
Momentos emocionantes... 
Assistindo o jogo no meio da torcida mais animada da copa, os Chilenos...

    A Arena Pantanal foi o palco maior de toda essa festa recebendo mais de 40 mil pessoas para assistir a partida entre o Chile e a Austrália, sem problemas consideráveis para um evento de tamanha envergadura. Grosso modo arriscaria dizer que conviviam naquele espaço espetacular cerca de 20 mil chilenos, uns 10 mil australianos e outros tantos cuiabanos, mato-grossense e brasileiros de outros lugares. 
Foto José Afonso Portocarrero
E segue dizendo:
À minha frente uma família de Nova Canaã, ao meu lado esquerdo uma família de Campo Verde, na fila de trás um grupo de chilenos e mais atrás uma impressionante família de australianos, que devia estar em pai, mãe, avó e 3 filhos, um deles de colo, constantemente abanado pelo pai, e todos uniformizados. Jamais pude imaginar algo que para mim chegaria aos limites da loucura, tal como atravessar continentes e oceanos para torcer por um time sem chances de vencer numa competição no outro lado do mundo.
Imagem Monica Afonso
Mais fotos compartilhadas... Pâmella, Renan e Australianos...
E mesmo com o time derrotado, aplaudi-lo, sair festejando, sem esboçar qualquer xingamento ou provocações à torcida adversária. Ainda teve o Fan Fest, no qual eu não fazia a menor fé. Sucesso pleno também, com cerca de 20 mil chilenos, australianos e brasileiros lotando o local com muita festa e sem brigas. 
Por coincidência ou não mais um 13 de junho marcando a história de Cuiabá. Em 1867 os cuiabanos retomaram Corumbá para o Brasil, numa missão considerada impossível. Agora os mato-grossenses construíram a Copa do Pantanal, embora desacreditados. 
A abertura da Copa do Pantanal foi um momento em que povos diferentes e distantes se encontraram em um lugar mágico para compartilhar alegria, civilidade, e simpatia, resgatando ao menos um pouco da esperança na possibilidade de convivência da espécie humana. Ainda caberiam muitos registros positivos desse extraordinário momento, mas fica para depois."

(Publicado em 17/06/2014 pelo Diário de Cuiabá, ...)



terça-feira, 9 de abril de 2013

Poetas declamam versos em homenagem aos 294 anos de Cuiabá

Conheça a história do Liceu Cuiabano


Liceu Cuiabano que completa neste ano 134 anos de história e tradição. A escola foi instalada inicialmente no prédio, onde hoje está o "Ganha Tempo", passando depois para o Palácio da Instrução, Correios, até que em 1944 ganhou sede própria, na Praça General Malett, no Quilombo.


quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Uma Breve história da comunidade São Gonçalo Beira Rio


A comunidade São Gonçalo Beira Rio, fundada no século XVIII, localizada à margem esquerda do rio Cuiabá, a 11 quilômetros do centro principal da cidade, próxima à barra do rio Coxipó, no Distrito de Coxipó da Ponte. Sua população é de aproximadamente trezentos moradores, distribuídos em setenta famílias com algum grau de parentesco.



A história urbana de Mato Grosso tem seu início em 1719, com a bandeira de Pascoal Moreira Cabral que, à procura de índios destinados ao cativeiro, acabou encontrando ouro no rio Coxipó, onde fundou o Arraial da Forquilha, no atual distrito de Coxipó do Ouro. Para assegurar o direito de posse da área, foi lavrada uma ata de fundação, no dia oito de abril do mesmo ano, na localidade denominada São Gonçalo Velho, atualmente São Gonçalo Beira Rio.

Dona Domingas cururueira tradicional de Mato Grosso
 Neste período, São Gonçalo detinha o porto que permitia a comunicação entre as minas e a Capitania. Nesta comunidade, próxima à barra do rio Coxipó, foi erigida uma capela dedicada a São Gonçalo. Em 1722, a descoberta das lavras do Sutil, no córrego da Prainha, abaixo do outeiro onde se situa a igreja do Rosário, atraiu a população de Forquilha. Com a mudança dos rumos da cidade em direção à Prainha, mudou também o local do porto, que foi transferido para o atual bairro do Porto, onde ergueram
uma nova capela de São Gonçalo em 1781.

Pacu assado
A presença dos índios Coxiponé fi cou refl etida nos traços dos moradores de São Gonçalo, nas rimas e músicas, na cerâmica, na pesca, no uso de plantas medicinais, na canoa feita de um tronco de árvore, na benzedeira, nas danças, dentre outros aspectos culturais que são mantidos até os dias atuais.
Em 1914, foi montada nas proximidades do povoado, na margem direita do rio Cuiabá, a Usina de São Gonçalo, com produção de açúcar e álcool, que foi responsável pelo crescimento do pequeno núcleo onde os lavradores plantavam canaviais, cujo produto vendiam aos usineiros para o consumo nos engenhos.

A decadência da produção açucareira de Mato Grosso na década de 1930, aliada à argila abundante acumulada nas margens do rio Cuiabá e nas várzeas,
propiciou ao artesanato de cerâmica tornar-se o meio de vida de grande parte da comunidade. A cerâmica
é feita principalmente pelas mulheres. Os homens preparam o barro, ajudam a dar o acabamento, enfornam
e queimam as peças. As crianças fazem peças pequenas, que aprendem no convívio familiar.


Artesanatos
As principais peças produzidas eram as moringas, potes, talhas, vasos e panelas. A partir da década de 1960, além da cerâmica utilitária, os artesãos passam a produzir peças ornamentais como fi guras de aves e
animais, damas, santos, presépios, banda de músicos, moringas-bonecas, talhas e vasos ornamentados.

Segundo a historiadora Therezinha Arruda, que realizou estudos na comunidade na década de 1970, “se as formas se modificam ou surgem outras em função de novos hábitos do consumidor, a tradição artesanal permanece intacta” (Arruda e Romancini, 1994:30).
Essas mudanças ocorreram face ao avanço da sociedade de consumo que infl uenciou os hábitos da população cuiabana. No fi nal da década de 1960, a comunidade foi incorporada à área urbana de Cuiabá, quando os técnicos da prefeitura promoveram a alteração de sua denominação de São Gonçalo Velho para bairro São Gonçalo Beira Rio. Neste período, diversas chácaras em torno de São Gonçalo foram loteadas, dando origem a novos bairros. Ressalta-se que a cidade de Cuiabá, no início da década de 1970, apresentava cerca de noventa mil habitantes. Em conseqüência da política de integração da Amazônia à economia nacional, empreendida pelos governos militares, Cuiabá recebeu intenso fl uxo migratório, que promoveu intensas mudanças sócio-espaciais, elevando sua população a aproximadamente quinhentos mil habitantes nos dias atuais.


Viola de Cocho
Segundo Romancini (1994), no contexto dessas influências, a comunidade São Gonçalo Beira Rio destacou-se pela manutenção de suas atividades culturais como, por exemplo, a cerâmica artesanal e os instrumentos musicais: viola de cocho, tamborim ou mocho e o ganzá, que acompanham as danças do siriri, caracteriza o período da mineração em Mato Grosso e da infl uência paraguaia e boliviana nesta região (Diegues Júnior, Rosendahl e Corrêa, 2000).



Ao final da década de 1990, verifi ca-se uma preocupação, por parte do poder público e da sociedade civil, de revalorizar o patrimônio cultural construído em tempos passados, conforme análise realizada por Abreu (1998:7), “o passado é uma das dimensões mais importantes da singularidade. Materializado na paisagem, preservado em ‘instituições de memória’, ou ainda vivo na cultura e no cotidiano dos lugares(...)”.

O autor afirma que, na busca da “memória urbana” no Brasil, o passado está sendo revalorizado.

Ventrechas de Pacú
Como exemplo dessa preocupação, pode-se citar o tombamento municipal, em dezembro de 1992, que declarou o bairro de São Gonçalo área prioritária para o estímulo à produção e à comercialização da cerâmica artesanal, como uma das mais antigas e tradicionais manifestações culturais do município de Cuiabá, e a festa de São Gonçalo como manifestação popular de interesse para o patrimônio cultural do município de Cuiabá.

VÍDEO  -  Conheça a historia da comunidade São Gonçalo Beira Rio


Fonte: http://www.cuiaba.mt.gov.br/noticias?id=4210 
http://globotv.globo.com/tv-centro-america/e-bem-mato-grosso/v/conheca-a-historia-da-comunidade-sao-goncalo-beira-rio/2048778/


segunda-feira, 18 de abril de 2011

PARABÉNS CUIABÁ PELOS 292 ANOS

Dia 08 de abril, comemora-se os 292 anos da Capital mato-grossense.
 
Veja abaixo, vídeos de homenagens.  















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sábado, 5 de junho de 2010

Cuiabá - Morro da Caixa D´agua velha

http://monicaafonso01.blogspot.com/2010/06/morro-da-caixa-dagua-velha.html

"Trabalhamos com conceitos de democracia, resgate do patrimônio material e imaterial, e o Museu das Águas integrará o trabalho de sistematização dos Museus do Rio e o da Imagem e do Som de Cuiabá", destacou Mario Olimpio, secretário da Cultura. A obra será entregue com a presença do prefeito Wilson Santos e a arquiteta presidente do IPDU (Instituto de Planejamento e Desenvolvimento Urbano), Adriana Bussiki Santos.

Os trabalhos de resgate foram possíveis graças à série de pesquisas efetuadas durante anos pela historiadora/jornalista Neila Barreto, que já se prepara para lançar uma obra literária com farto acervo de registro de dados e material fotográfico, focando a trajetória existencial das terras cuiabanas. "Trata-se de um resgate do patrimônio histórico material e imaterial de Cuiabá", destacou Wilson Santos, acrescentando que o local será um lugar de efervescência cultural. O prefeito explica que é o primeiro reservatório de água da cidade, que funcionou de 1882 até o início da década de 50, quando a cidade era toda abastecida por esse reservatório. Dessa época para cá, toda a estrutura ficou abandonada.

A parte interna, onde fica o aqueduto, impressiona os visitantes. Este reservatório comportava 1,2 milhões de litros, suficientes para garantir o abastecimento dos 25 mil moradores de Cuiabá.


Adaptado de:

http://www.diariodecuiaba.com.br/detalhe.php?cod=298073&edicao=11920&anterior=1