domingo, 1 de abril de 2012

Como Reciclar


Com a colaboração do consumidor, podemos facilitar ainda mais o processo de reciclagem. A reciclagem do material é muito importante, não apenas para diminuir o acúmulo de dejetos, como também para poupar a natureza da extração inesgotável de recursos. Veja como fazer a coleta seletiva e dar a sua parcela de contribuição na preservação do meio ambiente.

Passo a passo:

1. Procure o programa organizado de coleta de seu município ou uma instituição, entidade assistencial ou catador que colete o material separadamente. Veja primeiro o que a instituição recebe. Não adianta separar, por exemplo: plástico, se a entidade só recebe papel.

2. Para uma coleta de maneira ideal, separe os resíduos em não-recicláveis e recicláveis e dentro dos recicláveis separe papel, metal, vidro e plástico.

3. Veja exemplo de materiais recicláveis:

- Papel: jornais, revistas, formulários contínuos, folhas de escritório, caixas, papelão, etc.

- Vidros: garrafas, copos, recipientes.

- Metal: latas de aço e de alumínio’, clipes, grampos de papel e de cabelo, papel alumínio.

- Plástico: garrafas de refrigerantes e água, copos, canos, embalagens de material de limpeza e de alimentos, sacos.

4. Escolha um local adequado para guardar os recipientes com os recicláveis até a hora da coleta. Antes de guardá-los, limpe-os para retirar os resíduos e deixe-os secar naturalmente. Para facilitar o armazenamento, você pode diminuir o volume das embalagens de plástico e alumínios amassando-as. As caixas devem ser guardadas desmontadas.

Atenção:

Os objetos reciclados não serão transformados nos mesmos produtos. Por exemplo, garrafas recicláveis não serão transformadas em outras garrafas, mas em outros materiais, como solados de sapato.

VEJA EXEMPLOS: 



A Billabong com o objetivo de reduzir o impacto no meio ambiente através do desenvolvimento de produtos inovadores e de alta qualidade, parte dos conceitos e valores da marca, em parceria com a Água Schin, apresenta a primeira bermuda de malha feita a partir da reciclagem de garrafas pet. A bermuda Eco Recycler Series Billabong e Água Schin é resultado do processo de transformação da garrafa pet em fibras, e faz parte de uma ação realizada em parceria entre as marcas. 



O projeto Billabong/Eco Recycler Series, idealizado no Brasil e exportado para o mundo, já evitou que mais de três milhões de garrafas pet fossem lançadas ao oceano. Para a fabricação de uma bermuda Eco Recycler Series Billabong e Água Schin seis garrafas são reutilizadas. A edição limitada com inspiração retrô é composta por dois modelos e cada modelo sai por R$ 199,90.
  http://www.jblog.com.br/heloisatolipan.php?itemid=18024





O fio Singelo é produzido a partir da reciclagem de retalhos de malha coletados na indústria têxtil. Nenhum tipo de corante ou produto químico é utilizado, pois o fio sai da máquina com as cores dos retalhos que lhe deram origem. O resultado são fios de alta qualidade e beleza para diversas aplicações.


Os fios são produzidos na titulagem 4 e 8.


A Eurofios busca, através de seus fios, alcançar mãos trabalhadoras que não tem medo de inovar, de transformar e de usar sua criatividade para fazer arte. São mãos que criam, fio a fio, um Brasil melhor, respeitando a natureza.            http://www.eurofios.com.br/produto/singelo/


Ação é resultado de parceria com a marca Iódice Denim

Homem com camiseta da Avon
Avon e Iódice Denim: marcas comemoram o Dia da Terra
Rio de Janeiro - A Avon lança uma coleção de camisetas feitas com malha produzida a partir da reciclagem de garrafas PET.

A iniciativa é resultado de uma parceria com a marca brasileira Iódice Denim e comemora o Dia da Terra, celebrado em 22 de abril.
A Iódice assina o conceito e o design das peças, que podem ser encontradas nos modelos masculino, feminino (ambos a R$ 19,90) e infantil (R$ 16,90).
A ação faz parte da campanha global da Avon “Viva o Amanhã Mais Verde”, que pretende recuperar ecossistemas vitais do planeta.
No Brasil, toda renda obtida com as vendas será revertida para a ONG internacional The Nature Conservancy, para aplicar em um programa de recuperação da Mata Atlântica, incluindo reflorestamento, proteção das fontes de água potável e desenvolvimento sustentável das comunidades locais. O mesmo será realizado nos demais países da América Latina.


O material é elaborado a partir de plásticos reciclados como sacolinhas plásticas, entre outros.

Este livro é um grande passo na busca de ajudar o meio ambiente através da utilização de materiais reciclados. O produto é feito a partir de plásticos reciclados do pós-consumo, como: sacolas,embalagens de alimentos e bebidas e rótulos.
A grande vantagem e o diferencial deste livro é que ele é impermeável, você pode mergulhar no mar, piscina e até tomar banho lendo o livro, pois ele continuará intacto. Ah, sem falar que ele não amassa, na rasga, não fica com o aspecto “amarelado” e com aquelas famosas “orelhas” que acabam surgindo com o uso.
   Livro resistente com textura agradável ao toque e extremamente resistente

Vale ressaltar que o material pode ser reciclado inúmeras vezes. Quando, por exemplo, os livros estiverem com o conteúdo defasado e intensamente usados pelos alunos das escolas públicas nada melhor que um material resistente, com durabilidade e com as mesmas características dos produtos convencionais e que poderão ser reciclados novamente dando origem a novos livros.



Fragmentos de diferentes tipos de plásticos que seriam destinados ao lixo, que agora viram livros

A fabricação deste papel sintético utiliza a tecnologia aplicada na produção de filmes flexíveis de polipropileno – usados em rótulos, embalagens de alimentos e bebidas, pet food, indústria gráfica, entre outros.
  O produto é 100% reciclável
O resultado é um material de alta qualidade visual, resistente, similar ao papel “couché”, que permite a escrita manual com canetas esferográficas, canetas de ponta porosa ou lápis, e a impressão pelos processos gráficos editoriais usuais, como off-set plana ou rotativa.
Outra vantagem do produto é no processo de impressão, que absorve menos tinta, gerando uma economia ao redor de 20% em relação a outros materiais.


O artista plástico uruguaio Juan Muzzi há doze anos vem investindo recursos próprios para fabricar uma bicicleta, com aro de plástico reciclado, produzido a partir de garrafas PETs, embalagens de shampoo e peças de geladeira. Radicado no Brasil, ele finalmente está prestes de lançar seu produto em São Paulo, onde 2500 pessoas já estão na fila de espera para se tornarem donos desta magrela ecológica.
Além de reaproveitar resíduos, ela é leve, resistente e não enferruja. O comprador pode colaborar levando a matéria prima para sua fabricação. Cada aro usa 200 PETs e pode ser encomendado isoladamente, na cor de preferência. Muzzi aogra pensa no modelo infantil e em um modelo de cadeira de rodas, que neste caso, serão doadas. Basta o interessado trazer o plástico para sua modelagem.
A designer israelense Dror Peleg também inventou um modelo de bike moldada com plásticos usados, inclusive nas rodas e nos pneus (foto abaixo). Contudo, ela não o fabrica em escala comercial.
O designer norte-americano Matt Clark também investiu nesta área e criou um aro feito em polipropileno (PP) – um plástico muito usado para brinquedos, copos plásticos, autopeças por ser leve e resistente. O formato triangular deu sustentação ao conjunto.
Com informações de Bike Commuters e revista Superinteressante.
http://www.comunidadebancodoplaneta.com.br/profiles/blogs/bicicleta-de-plastico-reciclado






Com certa preocupação ambiental, o designer Chris Mantz, fundador da linha de óculos The Drift Colection optou por criar uma coleção de armações feitas de madeira reciclada. Cada um dos itens feitos por Chris utilizou madeira retirada de um edifício que estava sendo restaurado, no bairro de Meat Packin, em New York.
Segundo Chris, os óculos da coleção Timber Deriva são elegantes e inteligentes, pois ele assegura que os acessórios são criados para durar e são elaborados de forma que não deslizem pelo nariz, não é o máximo?!
Outra novidade inusitada no mundo dos óculos é a criação de Alexander Graves e Azusa Murakami. A armação do óculos é feita inteiramente de cabelo humano e resina natural, isso mesmo! C-a-b-e-l-o!! Os óculos foram projetados para mostrar o potencial das funções que o cabelo pode exercer, já imaginou isso?!


A preocupação ecológica parece ter entrado de vez na agenda da fabricante de tênis Puma! Ebaaa! O irmão mais novo do clássico tênis Suede nasce com um DNA alterado, ele agora inclui o uso de casca de arroz para substituir uma parte do látex de seu solado, divulgou a empresa que lançou o original Suede em 1968.
O tênis Puma Re-Suede foi lançado como sendo o máximo que a empresa alemã já conseguiu criar em termos de tênis sustentável. A camurça (suede, em inglês) sintética que empregada em sua fabricação é feita com poliéster obtido a partir da reciclagem de tiras de painéis solares e TVs de plasma, é fantástico! E não é só isso, a palmilha e os cadarços também saem de produtos reciclados.
Segundo divulgado, um par do Re-Suede equivalente ao número 38 para o mercado brasileiro pesa 140 gramas, o que permite então uma redução de 15 toneladas para cada 10.000 pares embarcados, o que segundo a Puma também agrega economia e redução na emissão de poluentes durante o transporte. A redução nas emissões de carbono chegariam a 80% em comparação a outros modelos de tênis. Isso é que é pensar verde!
Para fechar com chave de ouro, o Re-Suede é vendido em embalagem que utiliza 65% menos papelão que as caixas tradicionais. Ainda que o desenvolvimento de novos materiais leve anos, o lançamento do Re-Suede ocorre pouco depois de o Greenpeace pressionar fabricantes como Adidas, Nike e a própria Puma a acabarem com a contaminação da cadeia produtiva. A empresa também anunciou que passaria a usar plástico biodegradável em suas embalagens, que ficam com a metade do tamanho anterior.






Telha feita de garrafa PET pela Telha Leve (Fotos: Divulgação)
Telha feita de garrafa PET pela Telha Leve (Fotos: Divulgação)
A coleta das garrafas PET é feita por cooperativas e associações de catadores de lixo. A reciclagem do material, segundo o engenheiro, além de poder contribuir para uma possível fonte de renda para famílias pobres ou desempregadas, reduz os de custos de fabricação dos produtos. Por ser um material que depende apenas de coleta, reciclagem, e dos devidos tratamentos de preparação, o plástico implica num preço um pouco menor do que se fosse comprado novo.
Cores diferentes de telhas de plástico reciclado
Cores diferentes de telhas de plástico reciclado




Claudia Araujo Tecelagem Manual recontextualiza e recicla subprodutos e materiais descartados pela indústria. Surgem produtos contemporâneos e exclusivos, como o taPET 100% confeccionado com fio de garrafas PET.
Mais do que colaborar com o meio ambiente, reciclar produtos descartáveis pode até deixar a sua casa mais bonita! Pensando nisso, a designer Cláudia Araújo, de São Paulo, lançou o TaPET, criado a partir do reaproveitamento de garrafas plásticas recicladas.
Com traços contemporâneos e cores diversas, este tapete é confeccionado totalmente com fio Pet, em tear manual, o que o torna bem resistente.

Acaba sendo ideal (e bem útil!) para áreas molhadas, como banheiros, cozinhas, varandas e terraços.
O resultado é um tapete moderno, versátil, prático, de fácil manutenção e que se conserva bonito por muito tempo. E, só por curiosidade, cada garrafa Pet descartada leva 100 anos para ser absorvida pela natureza!
Tapetes de garrafa Pet

O que é Reciclagem


Reciclagem é um conjunto de técnicas que tem por finalidade aproveitar os detritos e reutiliza-los no ciclo de produção de que saíram. E o resultado de uma série de atividades, pela qual materiais que se tornariam lixo, ou estão no lixo, são desviados, coletados, separados e processados para serem usados como matéria-prima na manufatura de novos produtos.

Reciclagem é um termo originalmente utilizado para indicar o reaproveitamento (ou a reutilização) de um polímero no mesmo processo em que, por alguma razão foi rejeitado.

Reciclar outro termo usado, é na verdade fazer a reciclagem.

O retorno da matéria-prima ao ciclo de produção é denominado reciclagem, embora o termo já venha sendo utilizado popularmente para designar o conjunto de operações envolvidas. O vocábulo surgiu na década de 1970, quando as preocupações ambientais passaram a ser tratadas com maior rigor, especialmente após o primeiro choque do petróleo, quando reciclar ganhou importância estratégica. As indústrias recicladoras são também chamadas secundárias, por processarem matéria-prima de recuperação. Na maior parte dos processos, o produto reciclado é completamente diferente do produto inicial.


terça-feira, 13 de março de 2012

Cidades sustentáveis: inspirações para boas práticas urbanas


Acontece amanhã o lançamento nacional da plataforma Cidades Sustentáveis, que tem o objetivo de promover ideias e práticas sustentáveis que incentivem gestores públicos, empresas e organizações a desenvolverem projetos para melhorar a qualidade de vida nas cidades.
O programa oferece um compilado de referências de atividades de sucesso que já foram ou estão sendo realizadas em cidades do mundo todo, criando assim, modelos de inspiração para futuros projetos tanto da ação pública quanto privada.
Desenvolvido pela Rede Brasileira por Cidades Justas e Sustentáveis, a Rede Nossa São Paulo e a Fundação Avina, o documento do projeto chama atenção para o fato de que as regiões urbanas são responsáveis por dois terços do consumo de energia e por 75% da produção de resíduos do mundo. Assim, assumem também o papel de proteger e regenerar os mesmos ecossistemas que comprometem.
A Plataforma Cidades Sustentáveis traz 12 eixos temáticos que podem orientar os 5.565 municípios brasileiros a um monitoramento mais sustentável:
  • Governança;
  • Bens naturais comuns;
  • Equidade, justiça social e cultura de paz;
  • Gestão local para a sustentabilidade;
  • Planejamento e desenho urbano;
  • Cultura e sustentabilidade;
  • Educação para a sustentabilidade;
  • Economia local dinâmica e sustentável;
  • Consumo responsável e opções de estilo de vida;
  • Melhor mobilidade, menos tráfego;
  • Ação local para a saúde; e
  • Do local para o global.

Para cada eixo, há uma definição conceitual, sugestões de ação, casos inovadores bem sucedidos, resultados já obtidos em outras cidades e a rede de atores envolvidos com o tema.
Entre as mais de 100 boas práticas referidas como exemplo pelo programa, uma delas, que se enquadra no eixo “Equidade, justiça social e cultura de paz”, foi idealizada em Cairo, no Egito, na década de 90. A iniciativa “Os Coletores de Lixo Zabbaleen” promovia o empoderamento, por meio de capacitação técnica, profissional, educativa e sanitária, de um grupo de pessoas marginalizadas que eram responsáveis pela coleta dos resíduos sólidos da cidade. O resultado? Reciclagem e reutilização de 90% do lixo doméstico coletado diariamente.
Outro exemplo de iniciativa, que está incluso no eixo “Governança”, é o Orçamento Participativo (OP), que prevê a atuação direta da população na hora de decidir como serão utilizados os recursos para obras e serviços administrados pela prefeitura. O OP, que já se espalhou por centenas de cidades da América Latina, foi desenvolvido em Porto Alegre, onde, hoje, atinge 20% do orçamento total da administração municipal. Como resultado, foi possível identificar, entre outros, melhorias na qualidade de vida, inclusão significante das mulheres, aumento da satisfação de necessidades básicas e transparência na gestão municipal.