quarta-feira, 14 de maio de 2014

Parklets, tendencia mundial.

Os Parklets

Criados em São Francisco, nos EUA, os parklets surgiram como forma de converter o espaço do estacionamento dos automóveis na via pública em áreas recreativas temporárias, estimulando a discussão do uso dos espaços da cidade de forma mais equilibrada. No Brasil o conceito de parklet surgiu em São Paulo, em 2012. A primeira implantação aconteceu no ano seguinte, liderada por um grupo composto por arquitetos, designers e ONGs.
Foto: Instituto Mobilidade Verde/Divulgação
A boa avaliação da população permitiu à Prefeitura de São Paulo transformar a ideia original em política pública de ocupação dos espaços públicos da cidade, revertendo áreas originalmente destinadas aos automóveis para as pessoas.

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Foto: Instituto Mobilidade Verde/Divulgação
Os parklets permitem o uso da cidade de forma democrática, permitindo que a comunidade construa seu próprio local de convívio, melhorando a paisagem urbana e transformando espaços públicos em lugares melhores para se conviver, mais arborizados, com mais equipamentos e mobiliários urbanos, beneficiando ainda um numero maior de usuários.
Foto: Instituto Mobilidade Verde/Divulgação
“Como estamos usando um espaço de carro, se não tivesse este espaço, teriam dois carros estacionados aqui. A ideia de trazer as pessoas para a rua é justamente para criarmos a discussão: se a gente está ocupando como a gente faz para as pessoas deixarem o carro em casa e virem com o transporte público? Então isso é uma interferência que a gente faz no dia a dia, é possibilitar que as pessoas encontrem esses espaços e a gente comece a discutir”, afirmou Lincoln Paiva, presidente do instituto Mobilidade Verde.

Foto: Instituto Mobilidade Verde/Divulgação

Instalação
No caso de pessoas físicas ou jurídicas, a solicitação deverá ser feita à subprefeitura competente, junto a um termo de compromisso de instalação, manutenção e remoção do parklet. Caberá também à subprefeitura averiguar a conveniência do pedido e publicar edital destinado a dar conhecimento público do mesmo.

Para instalação, a proposta deverá atender às normas técnicas de acessibilidade, diretrizes estabelecidas pela Companhia de Engenharia e Tráfego – CET e pela Comissão de Proteção à Paisagem Urbana – CPPU. Entre as restrições estão, por exemplo, a instalação de parklets em locais onde haja faixa exclusiva de ônibus, ciclovias ou ciclofaixas, ou em vias com limite de velocidade acima de 50 km/h.

A instalação da estrutura poderá ser de iniciativa da Administração Pública ou de qualquer munícipe (pessoa física ou jurídica). Os custos financeiros referentes à instalação, manutenção e remoção do parklet são de responsabilidade exclusiva do mantenedor.



Fontes:
http://ciclovivo.com.br/noticia/prefeitura-de-sp-substitui-vagas-por-espaco-de-convivencia
http://institutomobilidadeverde.wordpress.com/page/7/?blogsub=confirming

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Soluções para cultivar um cantinho verde


O espaço é pequeno? Não faz mal. Segue aqui, maneiras alternativas para cultivar espécies em quase todos os espaços.


A rosa-trepadeira adorna este coqueiro em uma fazenda do interior paulista. Em vez de amarrar a espécie ao tronco, a paisagista Regina Rotelli (11 3661-3985) optou por uma solução inusitada: usou duas escadas de madeira para conduzi-la. “Procurei não esticar as plantas até o topo dos suportes. A ideia é que, com o tempo, as roseiras preencham os tutores e ganhem uma cara de arbusto”, explica. Além desse, há outros cuidados fundamentais: plantar a sol pleno, podar anualmente e colocar os adubos foliar e com esterco na composição. “A espécie floresce o ano todo, à exceção do inverno, época ideal para a poda”, ensina. Já o início da primavera é propício à condução, pois é o período de maior crescimento.
Nos fundos de um sobrado, a paisagista Helena de Azevedo Freitas (11 2894-8678) organizou a área de 10 x 10 m ao redor de uma mesa de granito de 1,20 m de diâmetro, da Pagliotto (11 5041-5288). Esse móvel, assim como os bancos e as cadeiras de teca, aguenta bem as intempéries. O único elemento que pede manutenção atenta são as escaevolas (Scaevola aemula, 1), que precisam ser regadas duas vezes ao dia. De resto, basta retirar as folhas secas das espécies. Antes, o quintal tinha um piso bastante danificado e uma parte coberta de terra. “Forrar o chão com manta de drenagem e, por cima, espalhar pedriscos foi uma maneira rápida e sem quebra-quebra de unificar o ambiente”, diz a paisagista. Para completar, ela projetou um caminho de pedra miracema.
Perto do fim da reforma, a proprietária desta cobertura não via a hora de terminar a obra. Por isso, o paisagista Odilon Claro adotou soluções rápidas na renovação da área externa: cobriu o piso antigo com um deque de itaúba sem verniz e as paredes receberam uma tinta à base de terra e molduras de peroba de demolição, enquadrando meios-vasos. “No espaço definido pelas molduras, apliquei um tom mais escuro da mesma tinta, o que barateou a ideia”, diz. Ele lembra ainda que, em uma cobertura, as plantas não podem ser altas demais, senão o vento as derruba. Optou-se, então, por exemplares de baixo e médio porte, sendo que os maiores ficaram junto aos guarda-corpos, como o jasmim-amarelo (Jasminum mesnyi, 1) e a clúsia (Clusia rosea, 2). Além do jasmim, a azaleia-japonesa (Rhododendron x simsii, 3) garante flores no espaço. Móveis, vasos e plantas da Anni Verdi (11 3064-7924).
 Falta de espaço não é motivo para deixar de lado a ideia de ter um jardim em casa.. Hoje em dia existem opções para qualquer espaço. Varandas, quintais e até mesmo ambientes internos podem ser locais adequados para cultivar plantas.
Reprodução
Cobrir muros e paredes com trepadeiras; fazer um painel com orquídeas ou bromélias; canteiros com vasos pequenos e espécies diferenciadas - basta usar a criatividade e abusar dos produtos oferecidos pelo mercado de paisagismo.

Reprodução
 Só precisa ter em mente que em lugares pequenos as plantas não terão espaço para crescer e se desenvolver, por isso, o cuidado deverá ser redobrado com adubação, incidência de luz e rega. 
Jardim para leitura
Ter um espaço no seu jardim para ler um bom livro pode ser muito proveitoso. Imagina poder ocupar a cabeça com uma boa história ao ar livre, em meio ao verde, não é má ideia né!?
balanços e casinha no jardim
Toda criança ama balanços e você pode fazer de duas formas: utilizando pneus ou fazendo com madeiras de demolição. Há alguns balanços bem legais e seguros produzidos com materiais como plástico também.  A ideia da foto fica muito bacana! Já a casinha seja no gramado do jardim ou na arvore trata muita diversão para a garotada.

5 móveis para ter um Jardim em qualquer cantinho
Os jardins verticais, foram criados justamente para amenizar a falta de áreas verde em espaços pequenos. Suas aplicações se dão tanto nas paredes internas como em muros externos. São super práticos para lidar com as plantinhas.
As flores trazem beleza e perfume ao ambiente e com pequenos cuidados diários você consegue trazer um pouco da natureza pra sua casa! algumas plantas podem ser plantadas em vasos ou em seu jardim para perfumar seu ambiente.
É através da distribuição das plantas de acordo com sua cor que forma-se um belo jardim. 
Thinkstock/Getty Images
Até mesmo um simples corredor de passagem pode ser transformado em um jardim. Para ter um belo orquidário, o segredo é a criatividade na hora da composição e harmonização dos elementos. Uma das alternativas é compor o espaço escolhido com vasos de diversos tamanhos, formas, materiais e cores.
Thinkstock/Getty Images
 Todo pequeno jardim deve ser bem iluminado, preferencialmente escolhendo uma ou duas espécies para serem o destaque do jardim. “O uso de pequenas fontes de água também é interessantes pois cria sensações auditivas relaxantes”.
Charme - Para ajudar no colorido do jardim,  vaso de flores com as plantas já disponíveis na casa: orquídeas, chuva de ouro e algumas suculentas.




quinta-feira, 3 de abril de 2014

Espaços para pessoas, para convivência...

Prefeitura de São Paulo substitui vagas por espaço de convivência.
Foto: Instituto Mobilidade Verde/Divulgação

“A  Zona Verde é um contraponto a zona azul, onde as pessoas podem estacionar seus carros na cidade, gostaria de ressaltar que  não há como discutir mais espaço para as pessoas sem discutir a circulação dos  automóveis e a mobilidade urbana. Podemos enxergar a Mobilidade Urbana através de  dois viés,  como atividade Fim ( que trata  de  transportar pessoas de um ponto ao outro) ou como atividade meio, ( a mobilidade urbana como meio de desenvolvimento social) .  Não basta apenas melhorar o sistema de transportes, nós queremos morar próximo do trabalho,  da escola, do lazer, queremos poder andar a pé, de bicicleta, poder sentar, conhecer novos amigos e  viver em comunidade, conviver. O  Instituto Mobilidade Verde  acredita que só teremos uma cidade mais humana, mais sustentável e mais equitativa, se passarmos a adotar um  modelo de Mobilidade Urbana como meio de desenvolvimento social.”
(discurso do presidente do IMV (Instituto Mobilidade Verde) durante o lançamento do projeto na cidade de São Paulo)

http://institutomobilidadeverde.wordpress.com
Os parklets são plataformas que podem ser equipadas com bancos, floreiras, mesas, cadeiras, guarda-sóis, aparelhos de exercícios físicos, paraciclos ou outros elementos de mobiliário, sempre com a função de recreação ou de manifestações artísticas. “Nós estamos lançando hoje uma política. Não é mais um laboratório, não é mais um experimento, é uma política de ocupação. Uma extensão do calçamento que faz com que os pedestres e ciclistas tenham uma área onde possam utilizar e ocupar, que vai permitir o melhor funcionamento da cidade. A ideia é que muitos Parklets se instalem em São Paulo”, afirmou o prefeito Fernando Haddad.


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Foto: Instituto Mobilidade Verde/Divulgação
“Qualquer calçada que respeite os termos do decreto pode ser estendida. A pessoa pode ser comerciante, um lojista, pode ter um restaurante e eventualmente a própria comunidade pode ter interesse em manter o Parklet. A manutenção é privada e a fruição é pública, ou seja, você não pode privatizar o espaço, você não pode reservar o espaço para o seu uso pessoal. Ele é um espaço público, é uma extensão do calçamento”, disse Haddad.

Foto: Instituto Mobilidade Verde/Divulgação

Objetivos das Zonas Verdes

  1. Debater com a sociedade e dialogar com o poder público as condições dos espaços urbanos, seus modos de uso e ocupação;
  2. Estimular o desenvolvimento de políticas públicas que permitam a implantação permanente das Zonas Verdes, tornando as ruas mais seguras, equitativas e humanas;
  3. Discutir amplamente o papel da cidade voltada para as pessoas e os pedestres, bem como o uso do solo com equidade;
  4. Aumentar o espaço público por pessoa na cidade, tornando ruas e bairros mais humanos e amigáveis, ativando o convívio e o comércio local;
  5. Discutir o espaço dos automóveis na cidade;
  6. Estabelecer um canal de diálogo com a sociedade para debater a forma de ocupação dos espaços e descobrir qual a maneira mais adequada de transformar a cidade em um espaço melhor, mais humano e gentil para todos.


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Foto: Instituto Mobilidade Verde/Divulgação
 

Alguns critérios a se considerar ao sugerir uma Zona Verde:
  • Local precisa ser plano
  • Não pode haver ocorrência de enchentes no local
  • Áreas comerciais com fluxo de pedestres e automóveis são mais indicadas
  • A rua precisa ser zona azul
  • Precisa estar pelo menos 3 m da esquina
  • Não pode ficar em frente a guia rebaixada
  • Não pode ficar em frente a imóvel ou espaço tombado pelo patrimônio histórico
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Foto: Instituto Mobilidade Verde/Divulgação
Iluminação autônoma - em energia elétrica, as lâmpadas são de Led e carregadas por  bateria solar.
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Foto: Instituto Mobilidade Verde/Divulgação

Paisagismo - conceito que leva em consideração o entorno da intervenção...

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Foto: Instituto Mobilidade Verde/Divulgação