quinta-feira, 3 de abril de 2014

Espaços para pessoas, para convivência...

Prefeitura de São Paulo substitui vagas por espaço de convivência.
Foto: Instituto Mobilidade Verde/Divulgação

“A  Zona Verde é um contraponto a zona azul, onde as pessoas podem estacionar seus carros na cidade, gostaria de ressaltar que  não há como discutir mais espaço para as pessoas sem discutir a circulação dos  automóveis e a mobilidade urbana. Podemos enxergar a Mobilidade Urbana através de  dois viés,  como atividade Fim ( que trata  de  transportar pessoas de um ponto ao outro) ou como atividade meio, ( a mobilidade urbana como meio de desenvolvimento social) .  Não basta apenas melhorar o sistema de transportes, nós queremos morar próximo do trabalho,  da escola, do lazer, queremos poder andar a pé, de bicicleta, poder sentar, conhecer novos amigos e  viver em comunidade, conviver. O  Instituto Mobilidade Verde  acredita que só teremos uma cidade mais humana, mais sustentável e mais equitativa, se passarmos a adotar um  modelo de Mobilidade Urbana como meio de desenvolvimento social.”
(discurso do presidente do IMV (Instituto Mobilidade Verde) durante o lançamento do projeto na cidade de São Paulo)

http://institutomobilidadeverde.wordpress.com
Os parklets são plataformas que podem ser equipadas com bancos, floreiras, mesas, cadeiras, guarda-sóis, aparelhos de exercícios físicos, paraciclos ou outros elementos de mobiliário, sempre com a função de recreação ou de manifestações artísticas. “Nós estamos lançando hoje uma política. Não é mais um laboratório, não é mais um experimento, é uma política de ocupação. Uma extensão do calçamento que faz com que os pedestres e ciclistas tenham uma área onde possam utilizar e ocupar, que vai permitir o melhor funcionamento da cidade. A ideia é que muitos Parklets se instalem em São Paulo”, afirmou o prefeito Fernando Haddad.


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Foto: Instituto Mobilidade Verde/Divulgação
“Qualquer calçada que respeite os termos do decreto pode ser estendida. A pessoa pode ser comerciante, um lojista, pode ter um restaurante e eventualmente a própria comunidade pode ter interesse em manter o Parklet. A manutenção é privada e a fruição é pública, ou seja, você não pode privatizar o espaço, você não pode reservar o espaço para o seu uso pessoal. Ele é um espaço público, é uma extensão do calçamento”, disse Haddad.

Foto: Instituto Mobilidade Verde/Divulgação

Objetivos das Zonas Verdes

  1. Debater com a sociedade e dialogar com o poder público as condições dos espaços urbanos, seus modos de uso e ocupação;
  2. Estimular o desenvolvimento de políticas públicas que permitam a implantação permanente das Zonas Verdes, tornando as ruas mais seguras, equitativas e humanas;
  3. Discutir amplamente o papel da cidade voltada para as pessoas e os pedestres, bem como o uso do solo com equidade;
  4. Aumentar o espaço público por pessoa na cidade, tornando ruas e bairros mais humanos e amigáveis, ativando o convívio e o comércio local;
  5. Discutir o espaço dos automóveis na cidade;
  6. Estabelecer um canal de diálogo com a sociedade para debater a forma de ocupação dos espaços e descobrir qual a maneira mais adequada de transformar a cidade em um espaço melhor, mais humano e gentil para todos.


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Foto: Instituto Mobilidade Verde/Divulgação
 

Alguns critérios a se considerar ao sugerir uma Zona Verde:
  • Local precisa ser plano
  • Não pode haver ocorrência de enchentes no local
  • Áreas comerciais com fluxo de pedestres e automóveis são mais indicadas
  • A rua precisa ser zona azul
  • Precisa estar pelo menos 3 m da esquina
  • Não pode ficar em frente a guia rebaixada
  • Não pode ficar em frente a imóvel ou espaço tombado pelo patrimônio histórico
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Foto: Instituto Mobilidade Verde/Divulgação
Iluminação autônoma - em energia elétrica, as lâmpadas são de Led e carregadas por  bateria solar.
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Foto: Instituto Mobilidade Verde/Divulgação

Paisagismo - conceito que leva em consideração o entorno da intervenção...

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Foto: Instituto Mobilidade Verde/Divulgação
   


domingo, 23 de março de 2014

Dia Mundial da Água - Uma breve historia

Desde os primórdios da humanidade sabemos que o homem sempre se estabeleceu em locais próximos aos rios e mares, para garantir seu sustento através da pesca e da agricultura.


    
A história do Egito faz uma excelente demonstração desse fato, quando os homens, às margens do rio Nilo, fizeram os primeiros aglomerados humanos e construíram as primeiras cidades do mundo. Ali já se registrava o quanto o homem era dependente da água.

Porém, com o passar dos anos, com a evolução da humanidade, a água passou a ser tratada com desrespeito, sendo poluída e desperdiçada.










Por esses motivos, a ONU (Organização das Nações Unidas) criou o Dia Mundial da Água, em 22 de março de 1992, para promover discussões acerca da consciência do homem em relação a tal bem natural.


Em 10 de dezembro de 2002, o senado brasileiro aprovou o dia nacional da água através do projeto de lei do deputado Sérgio Novais (PSB-CE). O texto destaca que esse deverá “oferecer à sociedade brasileira a oportunidade e o estímulo para o debate dos problemas e a busca de soluções relacionadas ao uso e à conservação dos recursos hídricos.”



A preocupação surgiu através dos grandes índices de poluição ambiental do planeta, envolvendo a qualidade da água que consumimos.





A ONU elaborou um documento com medidas cautelosas a favor desse bem natural, trazendo também informações para garantir a cultura de preservação ambiental e a consciência ecológica em relação à água.


Na Declaração Universal dos Direitos da Água, criada pela ONU, dentre as principais abordagens estão:

- Que devemos ser responsáveis com a economia de água, pois essa é condição essencial de vida;
- Que ela é um patrimônio mundial e que todos nós somos responsáveis pela sua conservação;
- Que a água potável deve ser utilizada com economia, pois os recursos de tratamento são ainda lentos e escassos;
- Que o equilíbrio do planeta depende da conservação dos rios, mares e oceanos, bem como dos ciclos naturais da água;
- Que devemos ser responsáveis com as gerações futuras;
- Que precisamos utilizá-la tendo consciência de que não devemos poluí-la ou envenená-la;
- Que o homem deve ser solidário, evitando o seu desperdício e lutando pelo seu equilíbrio na natureza.




Dicas importantes para reduzir o consumo de água:








http://www.brasilescola.com/datas-comemorativas/dia-nacional-da-agua.htm
www.google.com.br (imagens)


domingo, 2 de fevereiro de 2014

10 jardins verticais mais bonitos do mundo

Quer inspiração para criar um paredão verde?  A paisagista Ana Paula Magaldi, de São Paulo, elegeu os mais bonitos do mundo. Veja a seguir...

Cloud Forest Dome, em Cingapura (China). “Trata-se de uma mega-estrutura construída no jardim botânico Gardens by the Day. O conjunto de jardins verticais distribuídos pelo novo centro visa transformar o local em uma cidade verde”, informa Ana Paula Magaldi, paisagista. No jardim vertical, há plantas como orquídeas, samambaias, musgos, bromélias e antúrios.
Edwards Lifescience, em Irnivi (Califórnia/Estados Unidos). “Projetado para um prédio de estacionamentos, esse jardim alia qualidade de vida à conscientização uma vez que os motoristas são impelidos a conviverem com a natureza, mesmo no caos urbano causado pelos carros”, defende a paisagista Ana Paula Magaldi, de São Paulo; Com mais de 372m de altura, a estrutura verde tem mais de 40 espécies de plantas.
Jardim Van Gogh (Londres/Inglaterra). Já imaginou dar vida a um quadro de Van Gogh? É isso o que este jardim vertical, obra da Galeria Nacional da Inglaterra em parceria com a GE, faz ao dar vida ao famoso quadro “Campo de Trigo com Ciprestes”. Para imitar a textura e as cores da pintura, foram usadas mais de 8mil plantas de 26 variedades.
Jardins pela Cidade do México (Méxido). “Com a intenção de promover o design verde e melhorar a qualidade de vida nos espaços urbanos e revitalizá-los, o grupo VERDMX inovou ao aliar design, ecologia e transformação urbana, com sete jardins verticais que são verdadeiras esculturas colossais”, diz Ana Paula Magaldi, paisagista.

Jardim Vertical Cité de L’Espace (Toulouse/França). Outro jardim assinado por Patrick Blanc. Ficou curioso de saber quem é este profissional que aparece novamente na lista? Ele é um botânico francês, especializado em plantas de florestas tropicais. Ele é o inovador moderno da parede verde e foi um dos orientandos do professor Stanley White Hart, da Universidade de Illinois, conhecido por ser um dos pioneiros na construção de jardins verticais no mundo.

Jardins da Universidad Del Claustro de Sor Juana na Cidade do México ( México). Porque é um dos mais incríveis do mudo? “História e design contemporâneo aliados em um projeto, o edifício histórico tem sua fachada coberta com vegetação em formas orgânicas”, justifica a escolha a paisagista Ana Paula Magaldi.

Restaurante Padrinos (México). No Centro da Cidade do México, o escritório VerdMX assina um projeto de jardim vertical em que diferentes tonalidades de verdes encantam os clientes que se deliciam com as carnes oferecidas em um antigo palácio.

Fachada do Shopping Il Fiordaliso, em Rozanno (Itália). O arquiteto Francisco Bollani assina o projeto paisagístico deste jardim vertical exibido na fachada do Shopping II Fiordaliso, na cidade de Rozzano (Itália), próximo a Milão. Na composição, foram utilizadas mais de 44 mil plantas. O legal do jardim é que se trata de uma estrutura que esconde milhares de vasos, encaixados uns aos outros. A beleza teve seu custo. O trabalho custou mais de 1 milhão de euros.

Residência Particular Jardim Europa (São Paulo Ana Paula Magaldi). Ana Paula Magaldi projetou este jardim, com diferentes espécies da flora brasileira, para uma residência de uma família do Jardim Europa, em São Paulo. Trata-se de um dos projetos favoritos de seu portfólio. O verde alia-se à arquitetura da casa, formando um visual incrível.

Jardim vertical para o Edificio Caixa fórum, em Madri (Espanha). No Passeo del Prado, próximo a grandes museus de Madri, encontra-se a Galeria de exposições Caixa Forum, uma antiga central elétrica reconstruída pelos arquitetos suíços Herzog de Meuron. “Trata-se de um dos primeiros jardins verticais sem sulcos ou frestas do mundo. Mais de 15 mil plantas protegem a fachada do edifício histórico da ação do tempo e amenizam a temperatura interna”, informa a paisagista Ana Paula Magaldi.

Paisagista e agrônoma, Ana Paula Magaldi elegeu os jardins verticais mais bonitos do mundo para esta reportagem. Ela atua há 20 anos no mercado de paisagismo corporativo e residencial. Especialista em jardins tropicais e pioneira do conceito de jardins verticais, Paula coordena e elabora os projetos da Ana Paula Magaldi Paisagismo, empresa que já desenvolveu centenas de projetos exclusivos em residências, casas de campo e praia, empreendimentos e grandes corporações.